A prevenção do HIV mudou ao longo dos anos. Hoje, existem diferentes estratégias que podem ser utilizadas de acordo com o momento de vida, o contexto e as necessidades de cada pessoa.
A chamada Prevenção Combinada reúne diferentes formas de prevenção, como preservativos, testagem regular, tratamento das infecções sexualmente transmissíveis, PrEP e PEP. A proposta é justamente não depender de uma única estratégia, mas considerar quais medidas podem fazer sentido para cada pessoa.
Por isso, informação também faz parte do cuidado. Entender como o HIV pode ser transmitido, conhecer as formas de prevenção e saber o que fazer diante de uma possível exposição permite tomar decisões mais conscientes sobre a própria saúde.
Mais do que oferecer uma lista de recomendações, o objetivo da consulta é ajudar cada pessoa a compreender as opções disponíveis e escolher, com orientação profissional, as estratégias que fazem sentido para sua vida.
A prevenção do HIV envolve um conjunto de estratégias destinadas a reduzir o risco de aquisição ou transmissão do vírus.
Entre essas estratégias estão o uso de preservativos, a testagem para HIV e outras ISTs, o diagnóstico e tratamento das infecções sexualmente transmissíveis e as profilaxias medicamentosas, como a PrEP — Profilaxia Pré-Exposição e a PEP — Profilaxia Pós-Exposição.
Não existe uma única estratégia que seja adequada para todas as pessoas. O contexto individual é importante para definir quais medidas de prevenção podem ser utilizadas.
A PrEP, sigla para profilaxia pré-exposição, consiste no uso de medicamentos antirretrovirais por pessoas que não vivem com HIV e apresentam possibilidade aumentada de exposição ao vírus.
O medicamento mantém determinadas substâncias em níveis capazes de dificultar a infecção pelo HIV quando utilizado de acordo com a orientação profissional. A PrEP não é indicada da mesma maneira para todas as pessoas, e a escolha da modalidade depende da avaliação clínica, do tipo de exposição, da frequência das relações, da possibilidade de planejamento e de outras características individuais.
No Brasil, existem modalidades de PrEP oral diária e sob demanda. A PrEP sob demanda possui indicações específicas e não deve ser generalizada para todas as pessoas, tipos de relação ou situações. A modalidade adequada precisa ser definida por um profissional habilitado, considerando também as recomendações brasileiras vigentes.
Antes de iniciar a PrEP, é necessário confirmar que a pessoa não vive com HIV. Durante o acompanhamento, podem ser indicados testes regulares para HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis, além de avaliações clínicas e laboratoriais conforme a modalidade utilizada e as características de cada paciente.
A PrEP previne o HIV, mas não protege contra outras infecções sexualmente transmissíveis. Por isso, o cuidado pode envolver preservativos, lubrificante, vacinação, testagem e outras estratégias de acordo com as necessidades da pessoa.
No Brasil, a PrEP oral é uma das estratégias disponíveis de prevenção do HIV. O Ministério da Saúde estabelece protocolos específicos para sua indicação e acompanhamento.
Existem esquemas de uso que dependem do perfil da pessoa e do contexto de exposição. Por isso, a orientação médica é importante para definir a estratégia adequada e explicar corretamente sua utilização.
A prevenção do HIV também vem incorporando alternativas de longa duração. Entre elas está o cabotegravir injetável de longa duração, uma modalidade de PrEP que a Organização Mundial da Saúde reconhece como opção adicional para pessoas com risco substancial de aquisição do HIV.
A disponibilidade e os critérios de acesso podem variar conforme o serviço e as políticas de saúde vigentes. Por isso, essa modalidade pode ser considerada pela Dra.. Fernanda Guioti Puga, que é habilitada e tem experiencia nessa aplicação.
A PEP, ou profilaxia pós-exposição, é uma medida de urgência para pessoas que podem ter tido contato com o HIV.
Ela pode ser avaliada após situações como:
A PEP deve ser iniciada o mais rápido possível, preferencialmente nas primeiras horas após a exposição e no máximo em até 72 horas. O tratamento é realizado por 28 dias, conforme avaliação e prescrição profissional.
Não é necessário esperar o surgimento de sintomas. Na maioria das vezes, a infecção pelo HIV não pode ser confirmada ou descartada apenas pela forma como a pessoa se sente logo após a exposição. O mais importante é procurar imediatamente um serviço de saúde que realize atendimento de PEP.
A avaliação também pode incluir a necessidade de testagem para HIV, hepatites virais e outras infecções sexualmente transmissíveis. Dependendo da situação, pode haver orientação sobre vacinação, acompanhamento posterior e medidas relacionadas à violência sexual ou à exposição ocupacional.
A PEP não deve ser iniciada, interrompida ou modificada por conta própria. Ela também não substitui o preservativo nem deve ser utilizada como estratégia contínua sem que se avalie se a PrEP ou outra forma de prevenção é mais adequada.
Não. A diferença pode ser resumida de forma simples:
PrEP: prevenção antes de uma possível exposição ao HIV.
PEP: prevenção depois de uma possível exposição ao HIV.
As duas fazem parte da Prevenção Combinada, mas são utilizadas em momentos diferentes e possuem critérios próprios de avaliação e acompanhamento.
PrEP e PEP são importantes ferramentas de prevenção, mas não substituem todas as outras estratégias.
O preservativo continua sendo uma importante forma de prevenção contra o HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis. A testagem também é parte fundamental do cuidado, assim como o diagnóstico e tratamento das ISTs e a vacinação indicada para determinadas infecções.
Além disso, a PrEP protege contra o HIV, mas não protege contra outras ISTs. Por isso, o acompanhamento deve considerar a saúde sexual de maneira mais ampla.
O tratamento antirretroviral reduz a multiplicação do HIV no organismo e tem como objetivo alcançar e manter a carga viral indetectável.
Quando a pessoa está em tratamento, mantém boa adesão e apresenta carga viral indetectável de forma sustentada, o risco de transmissão sexual do HIV é considerado zero. Esse princípio é conhecido como Indetectável = Intransmissível, ou I=I.
I=I não significa cura. O vírus permanece no organismo, e o tratamento precisa ser mantido conforme orientação médica. Também não significa que a pessoa esteja protegida contra outras infecções sexualmente transmissíveis.
O acompanhamento permite avaliar a resposta ao tratamento, monitorar exames, conversar sobre efeitos adversos, atualizar vacinas e abordar saúde sexual, saúde mental, planejamento reprodutivo e qualidade de vida.
Questões relacionadas à saúde sexual podem envolver dúvidas, inseguranças e receios que nem sempre são fáceis de compartilhar.
Por isso, o atendimento em prevenção do HIV precisa oferecer não apenas conhecimento médico, mas também um ambiente em que o paciente possa falar abertamente sobre sua situação.
A Dra. Fernanda destaca a privacidade como uma característica importante de seu atendimento, especialmente nas consultas relacionadas à saúde sexual, HIV, PrEP e PEP.
A proposta é compreender cada situação individualmente, esclarecer as possibilidades de prevenção e orientar o paciente de acordo com suas necessidades.
A PrEP é utilizada antes de uma possível exposição ao HIV, enquanto a PEP é utilizada depois de uma exposição de risco. As duas fazem parte das estratégias de prevenção do HIV, mas possuem indicações e formas de acompanhamento diferentes.
Nem toda exposição necessariamente indica PEP. É necessária uma avaliação do tipo de exposição, do tempo transcorrido e de outros fatores. Se a situação aconteceu há menos de 72 horas, é importante procurar atendimento imediatamente para avaliar a indicação.
A PEP para HIV deve ser iniciada o mais rapidamente possível e no máximo até 72 horas após a exposição. Quanto antes houver avaliação, melhor.
O esquema de PEP para HIV tem duração de 28 dias, com acompanhamento de saúde.
Sim. É necessário confirmar que a pessoa não vive com HIV. Também podem ser indicados exames para avaliar a saúde geral, a função renal e outras infecções sexualmente transmissíveis, conforme o caso.
Não. A PrEP é uma estratégia de prevenção contra o HIV. Ela não substitui medidas de prevenção para outras ISTs, como preservativos, testagem, vacinação quando indicada e diagnóstico e tratamento das infecções.
A PrEP pode ser indicada para pessoas que apresentam situações associadas a maior risco de aquisição do HIV. A indicação deve ser avaliada individualmente por um profissional de saúde, considerando o contexto e as características de cada pessoa.
Não. A PrEP deve ser indicada e acompanhada por um profissional de saúde. O uso inadequado pode não oferecer a proteção esperada e pode dificultar a identificação de uma infecção recente pelo HIV.
Sim. Existem modalidades de PrEP de longa duração, incluindo o cabotegravir injetável. A Organização Mundial da Saúde reconhece essa modalidade como uma opção adicional de prevenção para pessoas com risco substancial de aquisição do HIV.
Não. Uma possível exposição ao HIV deve ser avaliada mesmo sem sintomas, especialmente porque a PEP possui uma janela de tempo limitada para ser iniciada.
Não. A PrEP é uma estratégia específica para prevenção do HIV e não protege contra outras ISTs. O preservativo continua sendo uma importante estratégia de prevenção combinada.
A consulta começa pela avaliação do contexto individual, histórico de saúde e situações de exposição. A partir dessa avaliação, o médico pode verificar se a PrEP é indicada, qual estratégia pode ser considerada e quais exames e acompanhamentos são necessários.
Não necessariamente. Dependendo do tempo transcorrido e do tipo de teste, o resultado pode ocorrer durante a janela diagnóstica. O profissional orientará se é necessário repetir a testagem.
A prevenção do HIV pode ser planejada de forma individualizada, com informação, privacidade e acompanhamento adequado.
Se você deseja avaliar a PrEP, teve uma possível exposição ao HIV ou quer compreender melhor suas opções de prevenção, agende uma consulta com a Dra. Fernanda Guioti Puga.
Informação também é uma forma de cuidado.